

Papai era um homem brilhante, bom, generoso e íntegro. Uma das poucas pessoas, dessas iluminadas mesmo, que sentem como se fossem suas as dores de todos os que o cercam.
Tivemos o privilegio de crescer aprendendo o que é ser justo, correto, humano. Quem conheceu papai não nos deixa mentir; como marido, como irmão, como tio, como chefe, como amigo – ele desempenhou com perfeição todos esses papéis.
E cada lágrima que vimos ser derramada depois de sua partida confirmou uma certeza: ele deixa um legado maior que qualquer bem palpável; a saudade sincera de todos aqueles que tiveram a oportunidade de fazer parte de seu mundo.
Papai também sempre foi bom com as palavras. Alguns de nós herdamos essa facilidade, e ele repetia isso com um orgulho que mareava seus olhos fundos por trás dos óculos.
Mas o que nem ele se dava conta era de que sua relação com as palavras era inversa. Elas gostavam dele. Seus textos as deixavam mais bonitas, mais vivas, mais sinceras. E seu talento para escrever se explicava por isso; ele lapidava seus versos, e eles, agradecidos, arrumavam-se em perfeita harmonia, contentes, a cada linha criada por ele.
Quem o conheceu bem vai sentir falta de seu senso de humor um tanto peculiar – ele sofria de um tipo de epilepsia que fazia com que desmaiasse se tivesse uma crise de riso; o que, todos sabemos, não era muito comum. Ele rebatia as piadas que surgiam sobre seu temperamento alegando que era “mal-humorado por ordens médicas”.
São tantas as histórias, tantas as lembranças, que nos conforta saber que papai estará vivo para sempre; perpetuado em nosso dia-a-dia de tantas formas que seria impossível descrever.
A doença contra a qual que ele lutou por tanto tempo, muito mais do que a medicina ousou prever, acabou por convencê-lo a finalmente descansar. Mas não seria uma briga fácil; sua teimosia, sua força e sua vontade de viver vieram de novo mostrar como ele era um homem especial. Até o último momento ele foi forte, bravo.
E nos alivia saber que ele morreu do mesmo jeito que viveu: dignamente.
Apesar de precisar de cuidados, papai nunca deixou de se preocupar com os outros, até o fim. E a gratidão que muitos sentem, o amor que ele conquistou em tantos lugares, a admiração estampada em tantos rostos chorosos, tudo isso fará com que ele viva para sempre – mas de uma maneira muito melhor agora. Sem dor, sem sofrimento, sem doença.
Papai finalmente está bem. Rezamos tanto por isso e agora podemos nos lembrar de tudo com saudade, sim, mas uma saudade boa.
Ele viveu plenamente, foi feliz em suas escolhas, realizou-se profissionalmente, foi um exemplo de pai, e já no final de sua vida teve a alegria de ver nos olhos de seu neto o reflexo dele mesmo. Sua missão aqui foi cumprida com maestria. Ele nunca desistiu; apenas escolheu a hora que julgou ser certa para descansar.
Sentiremos sua falta para sempre, mas a bondade que ele plantou entre nós continuará a germinar e a dar frutos.
Lembremos dele com alegria, tomemos sua força como exemplo, sejamos bons como ele sempre foi. Assim poderemos dar continuidade a tudo aquilo que ele sempre nos ensinou.
Assim o teremos para sempre entre nós. O mundo será um lugar bem melhor se tivermos mais Macedinhos por aí.
Agora descansa, pai. Vamos continuar trabalhando aqui para que você se orgulhe de todos nós.
Tivemos o privilegio de crescer aprendendo o que é ser justo, correto, humano. Quem conheceu papai não nos deixa mentir; como marido, como irmão, como tio, como chefe, como amigo – ele desempenhou com perfeição todos esses papéis.
E cada lágrima que vimos ser derramada depois de sua partida confirmou uma certeza: ele deixa um legado maior que qualquer bem palpável; a saudade sincera de todos aqueles que tiveram a oportunidade de fazer parte de seu mundo.
Papai também sempre foi bom com as palavras. Alguns de nós herdamos essa facilidade, e ele repetia isso com um orgulho que mareava seus olhos fundos por trás dos óculos.
Mas o que nem ele se dava conta era de que sua relação com as palavras era inversa. Elas gostavam dele. Seus textos as deixavam mais bonitas, mais vivas, mais sinceras. E seu talento para escrever se explicava por isso; ele lapidava seus versos, e eles, agradecidos, arrumavam-se em perfeita harmonia, contentes, a cada linha criada por ele.
Quem o conheceu bem vai sentir falta de seu senso de humor um tanto peculiar – ele sofria de um tipo de epilepsia que fazia com que desmaiasse se tivesse uma crise de riso; o que, todos sabemos, não era muito comum. Ele rebatia as piadas que surgiam sobre seu temperamento alegando que era “mal-humorado por ordens médicas”.
São tantas as histórias, tantas as lembranças, que nos conforta saber que papai estará vivo para sempre; perpetuado em nosso dia-a-dia de tantas formas que seria impossível descrever.
A doença contra a qual que ele lutou por tanto tempo, muito mais do que a medicina ousou prever, acabou por convencê-lo a finalmente descansar. Mas não seria uma briga fácil; sua teimosia, sua força e sua vontade de viver vieram de novo mostrar como ele era um homem especial. Até o último momento ele foi forte, bravo.
E nos alivia saber que ele morreu do mesmo jeito que viveu: dignamente.
Apesar de precisar de cuidados, papai nunca deixou de se preocupar com os outros, até o fim. E a gratidão que muitos sentem, o amor que ele conquistou em tantos lugares, a admiração estampada em tantos rostos chorosos, tudo isso fará com que ele viva para sempre – mas de uma maneira muito melhor agora. Sem dor, sem sofrimento, sem doença.
Papai finalmente está bem. Rezamos tanto por isso e agora podemos nos lembrar de tudo com saudade, sim, mas uma saudade boa.
Ele viveu plenamente, foi feliz em suas escolhas, realizou-se profissionalmente, foi um exemplo de pai, e já no final de sua vida teve a alegria de ver nos olhos de seu neto o reflexo dele mesmo. Sua missão aqui foi cumprida com maestria. Ele nunca desistiu; apenas escolheu a hora que julgou ser certa para descansar.
Sentiremos sua falta para sempre, mas a bondade que ele plantou entre nós continuará a germinar e a dar frutos.
Lembremos dele com alegria, tomemos sua força como exemplo, sejamos bons como ele sempre foi. Assim poderemos dar continuidade a tudo aquilo que ele sempre nos ensinou.
Assim o teremos para sempre entre nós. O mundo será um lugar bem melhor se tivermos mais Macedinhos por aí.
Agora descansa, pai. Vamos continuar trabalhando aqui para que você se orgulhe de todos nós.







































